Diário dos Carnaubais

Quinta-feira, 23 de Maio de 2024

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Advogada de mulher que estava com morto em banco alega possível 'surto' e diz que idoso morreu na agência: 'Chegou vivo'

Érika de Souza Vieira Nunes foi presa em flagrante por tentativa de furto mediante fraude e vilipêndio de cadáver

Advogada de mulher que estava com morto em banco alega possível 'surto' e diz que idoso morreu na agência: 'Chegou vivo'
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A defesa da mulher que estava com um morto em um banco em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, contesta a versão da polícia e afirma que o idoso chegou vivo à agência. O caso foi registrado nesta terça-feira (16).

Érika de Souza Vieira Nunes foi presa em flagrante por tentativa de furto mediante fraude e vilipêndio de cadáver. Ela disse ser sobrinha e cuidadora de Paulo Roberto Braga, de 68 anos, e tentou sacar R$ 17 mil na agência bancária. Para tanto, Paulo devia assinar um documento — mas, segundo o Samu, o idoso estava morto no guichê.

“Os fatos não aconteceram como foram narrados. O senhor Paulo chegou à unidade bancária vivo. Existem testemunhas que, no momento oportuno, também serão ouvidas. Ele começou a passar mal, e depois teve todos esses trâmites. Tudo isso vai ser esclarecido e acreditamos na inocência da senhora Érika”, declarou a advogada Ana Carla de Souza Correa.

Além de sustentar que Paulo chegou vivo à agência, a advogada afirma que a cliente tem um laudo psiquiátrico que foi apresentado na delegacia. “A senhora Érika faz um tratamento psicológico, toma remédios controlados. Fez tratamento bariátrico e precisa de tratamento psicológico”.

Questionada se Érika pode não ter percebido que Paulo Roberto estava morto na agência bancária, ela disse: “Acredito que ela estava em surto naquele momento por causa dos medicamentos. Ela estava visivelmente alterada”

Polícia diz que homem chegou sem vida à agência

O delegado Fábio Luiz afirmou que Paulo já estava sem vida quando Érika o levou à agência. “As pessoas do banco acharam que ele estivesse doente, passando mal, e chamaram o Samu. O médico do Samu, ao chegar no local, constatou que ele estava em óbito. E, aparentemente, há algumas horas. Ou seja, ele já chegou morto ao banco”, destacou.

Os bancários passaram a gravar o atendimento quando desconfiaram do estado de Paulo e chamaram a polícia. Nas imagens, o idoso está em uma cadeira de rodas, e Érika tenta a todo momento manter a cabeça dele firme. A mulher chega a levar o braço direito do idoso à mesa, a fim de assinar o documento.

Érika ainda fala com o cadáver:

“Tio, tá ouvindo? O senhor precisa assinar. Se o senhor não assinar, não tem como.”

“Eu não posso assinar pelo senhor, o que eu posso fazer eu faço.”

“O senhor segura a cadeira forte para caramba aí... Ele não segurou a porta ali agora?”

“Assina para não me dar mais dor de cabeça, eu não aguento mais.”

“Tio, você tá sentindo alguma coisa? Ele não diz nada, ele é assim mesmo.”

“Se você não ficar bem, eu vou te levar para o hospital. Quer ir para o UPA de novo?”

O delegado acrescentou que as investigações prosseguem. “Ela se diz sobrinha dele. De fato, tem um grau de parentesco, segundo nossas pesquisas. E ela se diz cuidadora dele. Queremos identificar demais familiares”, falou.

“Ela tentou simular que ele fizesse a assinatura. Ele já entrou morto no banco”, explicou Fábio Luiz.

FONTE/CRÉDITOS: g1 RJ
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