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Fake news: alerta sobre assaltantes disfarçados de bombeiros é falso; vítimas registram boletim

Os homens que, aparecem no vídeo com um uniforme vermelho, são trabalhadores e, inclusive, registraram boletim de ocorrência após a repercussão dos boatos.

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Uma fake news colocou em risco a vida de dois vendedores ambulantes de utensílios para fogão. Mensagens que viralizaram nas redes sociais afirmam que bandidos estariam usando a farda do Corpo de Bombeiros do Piauí para realizar arrastões em residências em Teresina. Contudo, os homens que aparecem em um vídeo com um uniforme vermelho, são trabalhadores e, inclusive, registraram boletim de ocorrência após a repercussão dos boatos.

No áudio, que viralizou nas redes sociais, a mulher cita a "Praça dos Correios", nome de uma das mais conhecidas praças públicas na região do Grande Dirceu, zona Sudeste de Teresina. 

Uma das pessoas, que aparece nas imagens compartilhadas via WhatsApp, é o vendedor Moisés Santos, 35 anos. Natural de Fortaleza, ele conta que está há cerca de oito meses fazendo o trabalho de vendas de produtos para fogões e equipamentos de segurança para botijões de gás.

Muito assustado com a repercussão que o boato tomou, o trabalhador procurou a Delegacia de Repressão e Combate aos Crimes de Informática (DRCI) , na tarde desta terça-feira (14), para denunciar o caso e tentar identificar a pessoa que gerou a fake news.

“Estamos na cidade para fazer o trabalho de venda, não para roubar ninguém. Somos trabalhadores, a gente trabalha de porta em porta, pegando esse sol de rachar e ser acusado de uma coisa que você não fez? Estamos registrando o BO para irmos a fundo e descobrir quem divulgou as imagens”, disse Moisés.

Outro vendedor que aparece nas imagens é Gessivan Pessoa, do Mato Grosso. Ele também registrou boletim de ocorrência e, assim como o colega de empresa, está assustado com a situação e tem medo de sofrer algum tipo de agressão ao retomar o trabalho de vendas.

“É constrangedor, porque não somos da cidade. Fazemos esse trabalho de porta a porta, sou bombeiro civil, mas não faço esse trabalho fardado de bombeiro civil, é com a farda da empresa. Com esse crime fica chato até trabalhar, da gente estar na rua chegar alguém e fazer alguma coisa”, relatou.

Os vendedores ambulantes trabalham para a empresa JP Representações, com sede na Paraíba, e mais de 12 anos de atuação em estados como Piauí, Maranhão, Bahia, entre outros. João Paulo, dono da empresa, relatou ao Cidadeverde.com que o prejuízo é imensurável. 

"De manhã até a agora meu telefone não parou! clientes ligando, dizendo que compraram mercadoria e não sabiam que a gente era ladrão. Tenho essa empresa há mais de 12 anos, temos CNPJ, andamos com crachá e farda para evitar situações como essa e ainda acontece isso. Vamos lutar pra localizar quem fez isso", disse o empresário. 

João enfatiza que também vai registrar boletim de ocorrência para que os responsáveis pela fake news sejam responsabilizados. 

"Já estamos entrando com advogado para processar e espero que essa mulher que divulgou esse áudio apareça. Divulgaram as imagens deles nas ruas de Teresina como se fossem bandidos. Mas eles são trabalhadores, vendem de porta em porta, registro de gás, mangueiras, lâmpadas. Já disseram que eles eram bombeiros, lixeiros e que tinham feito arrastão, roubado motos. Estamos todos nervosos e eles até com medo de serem mortos", desabafa o empresário. 

A fake news mobilizou até o Corpo de Bombeiros que emitiu um alerta.

O Corpo de Bombeiros Militar do Piauí esclarece que, mediante recentes imagens e áudios que circulam nas redes sociais, de homens supostamente vestidos com fardas da Instituição durante o cometimento de crimes, o caso já está sendo investigado pela inteligência da Polícia Civil do Piauí. 

De antemão, o CBMEPI informa que nenhum profissional bombeiro militar, se desloca até a residência de populares para realizar qualquer tipo de vistoria, sem que a mesma não tenha sido solicitada pelo dono da residência. A instituição também não trabalha com campanhas de panfletagem que alertem sobre cuidados domésticos, pois esse tipo de conteúdo fica a cargo de nossas redes sociais oficiais. Em situações como essa, solicite a identificação funcional do agente. 

Caso continue com dúvidas, ligue para o número 193 para esclarecer qualquer incerteza. Ao sentir-se ameaçado de alguma maneira, acione o serviço do Centro de Operações Policiais Militares do Piauí (Copom), através do número 190.

Fonte/Créditos: Cidade Verde

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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